segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Humanidades

A ascensão de um ditador:




A ascensão de um idiota:




A ascensão de uma sociopata:



Pois é.
Em tempos de monografia e formatura, me perco vendo estes vídeos.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Tomorrow Changes

A cada minuto de cada dia optamos: quem somos, quem perdoamos, quem defendemos e protegemos.
Somos obrigados a escolher um lado ou andar na linha.
Evitar confrontos.
Este foi o caminho que escolhi até agora.
Tentar encontrar o equilíbrio tênue de interesses que pode existir.
Optar por não optar.
Defendendo um meio-termo indefensável.


Até que ela apareceu, munida de sorrisos e palavras, tornando o meio-termo insuportável.
Me fazendo atravessar a fronteira entre o que é e o que deveria ser.
Hoje, me encontro aqui.
Optando pela incerteza, mas certo da minha decisão e de braços abertos à ela.



"The line it is drawn. The curse it is cast.
The slow one now will later be fast.
As the present now will later be past.
The order is rapidly fadin'.
Abd the first one now will later be last.
For the times they are a-changin'."

The Times Are A-Changin' - Bob Dylan.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Ah, se fosse...

nos tempos da minha infância.

Tive uma experiência interessante hoje.
Para falar a verdade aconteceu há menos de duas horas.
Para mim, meu banheiro é um santuário. Não consigo imaginar intrusos neles e, muito menos, me afastar daquele banheiro decorado com as cores do Galo.
Mas, ao acordar, me deparei com a lavagem do mesmo. Sou um cara rotineiro. Gosto de acordar, escovar os dentes e tomar um banho. Minha mãe sabe disto e costuma respeitar. Pena que a nova empregada não.
Resignado, fui tomar banho no banheiro da minha mãe.

E o que é aquilo?
Me deparei, primeiramente, com os sabonetes. Nunca tinha reparado nisto, mas a minha mãe tem uns quatros sabonetes. Tentei imaginar qual a finalidade de cada um. Não cheguei à nenhuma conclusão e optei por aquele que seria do meu pai. O sabonete que estava empossado na saboneteira.
Mas o pior ainda estava por vir. Olhei para os xampus.

Puta merda. Sem brincadeira. Tinham uns dez xampus.
Preto, Rosa, Verde, Azul, Branco, Transparente, Laranja, Amarelo e Roxo.
Não sabia qual escolher.
Fui ler os rótulos. Péssima escolha.
Tinha de algas marinhas, chá verde, chocolate, plantas da amazônia, de queratina, abacate, banana, guaraná e por aí vai.
Optei mais uma vez pelo que seria do meu pai: o único que estava no chão do banheiro. Os outros estavam numa prateleira dentro do box. Do jeito que meu pai é aposto que ele tem medo de se confundir com os xampus da minha mãe e ficar cheirando abacate o resto do dia.

Fiquei pensando durante o banho como seria feliz na infância se tivesse freqüentado o banheiro dos meus pais. Iria fazer um mix de xampus. Um pouco de cada um na tampa de um condicionador. Jogaria aquela gororoba no cabelo na esperança de sair alguma coisa colorida. Mas, minha mãe, uma mulher muito sábia, sempre me proibiu de freqüentar o banheiro do casal.
Coitada dela, desconhece a criança que ainda tem dentro de casa.
Agora que sei, vou fazer questão de misturar aqueles xampus em nome da minha infância perdida.