quinta-feira, 31 de julho de 2008

Exemplo de vida

Mais um da série exemplos de vida. Muito boa para retratar a diferença do universo masculino e feminino. Duas visões sobre a mesma situação.

Visão dela:

No domingo à noite, ele estava estranho. Saímos e fomos até um bar para tomar
um drink. A conversa não estava muito animada, logo pensei em irmos a um lugar mais íntimo. Fomos a um restaurante e ele AINDA agindo de modo estranho. Perguntei o que era, e ele disse que nada, que não era eu. Mas não fiquei muito convencida. No caminho para casa, no carro, disse-lhe que o amava muito e de toda sua importância. Ele limitou-se a passar o braço por cima dos meus ombros. Finalmente chegamos em casa e eu já estava pensando se ele iria me deixar! Por isso tentei fazê-lo falar, mas sem me dar muita bola ligou a televisão, sentando-se com um olhar distante que parecia estar me dizendo que estava tudo acabado entre nós. Por fim, embora relutante, disse que ia me deitar. Mais ou menos 10 minutos ele veio se deitar também e, para minha surpresa correspondeu aos meus avanços e fizemos amor. Mas depois ele ainda parecia muito distraído e adormeceu. Comecei a chorar, chorei até adormecer. Já não sei o que fazer. Tenho quase certeza que ele tem alguém e que a minha vida é um autêntico desastre.

Visão dele:

O Galo perdeu. Fiquei puto a noite toda. Pelo menos dei uma.
Mas ainda tô puto pacarái... Ô Time fedaputa sô!!



Adendo 1: não que toda mulher pense assim.
Adendo 2: não que todo homem pense assim.
Adendo 3: a grande maioria, tanto o universo feminino quanto masculino, pensa assim.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

The bus girl

Estava voltando de ônibus de uma palestra, quando me peguei prestando à atenção em uma conversa de celular.
A menina do banco de atrás disse:
- Oi. Quanto tempo né? Você sumiu.
Segundos depois:
- Eu sumi nada.Foi você que sumiu. Disse que ligava e não ligou.
Mais alguns segundos depois:
- Tá bom.Vamos combinar de encontrar. Me liga amanhã que a gente combina. Por mim ia agora, mas estou indo encontrar com a minha prima. Então, vamos deixar para amanhã, ok? Beijos.

Pensei que tinha acabado. Mas não. Elas -isto mesmo, vocês, mulheres- nunca sossegam enquanto não passarem a informação.
Menos de vinte segundos depois, a menina já estava no telefone de novo.
E já me solta:
- Amiga! Advinha quem me ligou?
Passado alguns segundos:
- O Felipe! Aquele do Freegel's.
E continua:
- Ele queria encontrar você acredita? Eu disse que agora não dava, mas amanhã ele vai me ligar e vamos nos encontrar.
Apesar de não ter escutado a pergunta da amiga, tenho a certeza que ela fez a pergunta que eu queria ter feito. E a menina respondeu:
- Ele prometeu ligar amanhã. Disse que está com saudades desde aquele dia. Só que somente agora teve tempo. Tenho a certeza que ele vai ligar.

As amigas despediram-se e fiquei pensando na situação dela.
Como esta menina deixou na mão do cara a ligação de reencontro?
Será que ela não tem medo de se decepcionar de novo?
Eu comecei a ficar ansioso pela a menina do banco de trás.
Naquela ansiosidade comecei a olhar para trás. Para ver se via alguma fisionomia que mostrasse alegria. Quando consigo finalmente ver o seu rosto, vejo que ela está com um semblante alegre.
Aquilo me deu um desespero total. Pensei seriamente em falar o que estava me incomodando. Aí que veio o mais legal. Ela percebeu que eu estava querendo falar uma coisa sobre aquilo e, olhando para mim, disse:
- Tem que ser cara-de-pau né?

Dei uma risada. Ela também. E voltei aos pensamentos. Chegando à seguinte conclusão:

Pensar enlouquece.


Pensem nisto caros amigos.


Ah, toda a sorte para a menina do ônibus. Espero que ela tenha sucesso.

domingo, 6 de julho de 2008

No answer.

De onde vem esta tal felicidade?
Será que é de comprar?
Ou seria de tomar?
Será que é falar?
Ou seria de pensar?

De onde vem esta tal felicidade?
Seria da propaganda de margarina?
Ou seria da Catarina?
Seria proveniente da La Farina?
Ou seria coisa de Marina?

De onde vem esta tal felicidade meu irmão?