segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Ah, se fosse...

nos tempos da minha infância.

Tive uma experiência interessante hoje.
Para falar a verdade aconteceu há menos de duas horas.
Para mim, meu banheiro é um santuário. Não consigo imaginar intrusos neles e, muito menos, me afastar daquele banheiro decorado com as cores do Galo.
Mas, ao acordar, me deparei com a lavagem do mesmo. Sou um cara rotineiro. Gosto de acordar, escovar os dentes e tomar um banho. Minha mãe sabe disto e costuma respeitar. Pena que a nova empregada não.
Resignado, fui tomar banho no banheiro da minha mãe.

E o que é aquilo?
Me deparei, primeiramente, com os sabonetes. Nunca tinha reparado nisto, mas a minha mãe tem uns quatros sabonetes. Tentei imaginar qual a finalidade de cada um. Não cheguei à nenhuma conclusão e optei por aquele que seria do meu pai. O sabonete que estava empossado na saboneteira.
Mas o pior ainda estava por vir. Olhei para os xampus.

Puta merda. Sem brincadeira. Tinham uns dez xampus.
Preto, Rosa, Verde, Azul, Branco, Transparente, Laranja, Amarelo e Roxo.
Não sabia qual escolher.
Fui ler os rótulos. Péssima escolha.
Tinha de algas marinhas, chá verde, chocolate, plantas da amazônia, de queratina, abacate, banana, guaraná e por aí vai.
Optei mais uma vez pelo que seria do meu pai: o único que estava no chão do banheiro. Os outros estavam numa prateleira dentro do box. Do jeito que meu pai é aposto que ele tem medo de se confundir com os xampus da minha mãe e ficar cheirando abacate o resto do dia.

Fiquei pensando durante o banho como seria feliz na infância se tivesse freqüentado o banheiro dos meus pais. Iria fazer um mix de xampus. Um pouco de cada um na tampa de um condicionador. Jogaria aquela gororoba no cabelo na esperança de sair alguma coisa colorida. Mas, minha mãe, uma mulher muito sábia, sempre me proibiu de freqüentar o banheiro do casal.
Coitada dela, desconhece a criança que ainda tem dentro de casa.
Agora que sei, vou fazer questão de misturar aqueles xampus em nome da minha infância perdida.

8 comentários:

Luciano. disse...

Já que voltou a infânica, volta então à 93 e 96 respectivamente aos dois albuns dos carcass que devem te agradar mais: # Heartwork e # Swansong. Pode baixar sem medo. Depois vc escuta os anteriores.
Um abraço!

Ana Luiza Paes Araújo disse...

hahahahahahhahahahah
excelente texto, mineiro! me identifiquei... minha mae tb é assim, mas o meu banheiro - infelizmente - não tem a decoração do Flamengo.
Adorei o seu comentário no meu blog! Só vc me entende!!!
beijos

calendar girl disse...

eu tb tenho ciúmes do meu banheiro, e sabe o que é pior?
o banheiro "geral" da minha casa está com o chuveiro estragado, então o mulão toma banho no MEU banheiro!!! me sinto invadida, sério.

príncipe... vc não fica pela fafich mais não?

beijo!

mariana dias disse...

meu banheiro?
minha realidade de proletária nunca me permitiu esses luxos...
mas o post sensacional...
guri sapeca!

Branquinha disse...

Uma coisa que não me pega é banheiro
Na minha casa ele apenas cumpre a sua função social!
kkkkkkkkkkkkkkkk
A minha personalidade prática não me permite essas variedades... (e nem vaidades)
Coisa de gente estranha!
Adorei o post...
Bjocas

Sandra disse...

Jãozim! Olha só quem eu encontro no Blogspot...

Pena que não estou conseguindo colocar sua página entre as minhas favoritas, logo na primeira página do meu Blog. É que eu sou nova por aqui. Depois você me diz como devo fazer para adicionar umas páginas "favoritas"!

Abraços,

Sandra

Sandra disse...

Consegui!

Abraços pra você, fã do Matanza! (hehe)

sandra disse...

O problema é que eu gosto das duas coisas, Mr. Matanza: escrever e calcular! Mas que bom que alguém de ciências sociais conseguiu gostar do meu texto!! A titia Vera dizia que eu vou ser tradutora/intérprete de engenheiro (hehe).

E você? O que vai fazer depois que formar? Vai começar o mestrado?? Estou com saudades de você! E do campus também. Agora estou ilhada na escola do centro. Mas o nosso prédio da Av. dos Andradas foi vendido; temos que entregá-lo no fim do ano. No próximo semestre, vamos voltar para o campus. O problema é que não temos onde estudar!! Estamos desabrigados (hehe)!! A nova escola de engenharia ainda não está pronta. Dizem que vamos ter que invadir algumas salas da fafich! Vai ser legal, já imaginou?! Aí eu vou poder tomar café na fafich com você!!

Abraços!